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RIO GRANDE DO SUL

"Vamos conseguir superar, mas o trabalho é grande": o desafio do recomeço nos locais mais atingidos pela enchente

Reportagem rodou por alguns pontos na Capital e na Região Metropolitana fortemente afetados pela cheia, no Humaitá, em Porto Alegre, no Mathias Velho, em Canoas, e em Eldorado do Sul, na Região Carbonífera

Publicada em 13/06/2024 às 14:39h

Gaúcha ZH


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Marina
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André Ávila / Agencia RBS Marco Antônio usava o lava-jato para limpar ferramentas da sua pequena mecânica. André Ávila / Agencia RBS  (Foto: foto reprodução)

Se a força pudesse ser uma grandeza física materializada, é provável que não teríamos a capacidade suficiente de produzi-la na quantidade necessária hoje no Rio Grande do Sul. Ou até seria inviável conseguir entregar nas mãos de cada um que precisa em tempo hábil. Este fantasioso exercício de imaginação surge depois de se contemplar o cenário deixado pelo desastre climático de maio em locais da Grande Porto Alegre. 

É que só com muita força — da mente e do corpo — será possível dar traços comunitários ao que hoje são amontoados machucados pela destruição. Também é preciso de união e esperança de quem sobreviveu. E mais ainda, de celeridade nas ações de quem deve cuidar destes que ficaram. 

Para retratar esta situação, a reportagem do Diário Gaúcho rodou por alguns dos pontos mais atingidos pela cheia na Capital e na Região Metropolitana. Passamos pelo bairro Humaitá, em Porto Alegre, a comunidade do Mathias Velho, em Canoas, e a pequena cidade de Eldorado do Sul, na Região Carbonífera. 

Apesar de água ter baixado mais cedo em outras localidades, nestes pontos, muitos habitantes só tinham reencontrado os lares no último dia de maio ou no começo de junho — depois de quase um mês longe do seu chão.

 

Hora de expulsar a lama no Humaitá

Na zona norte de Porto Alegre, a grandeza de um estádio como a Arena do Grêmio contrasta com as vielas do Humaitá, que resistem bravamente. A água e a lama, entretanto, não diferenciaram imponências. Em algumas ruas, trafegar é um desafio, muitos móveis e eletrodomésticos totalmente danificados aguardam recolhimento da prefeitura. 

Praças são ocupadas por carros, uns intactos, outros marcados por barro até o teto. Colchões, sofás, bancos de automóveis e outros tecidos recém-lavados aproveitavam o sol para tentar retomar a sua melhor forma. Na Rua Doraci Theobaldi, o técnico em mecânica aposentado Marco Antônio da Silva Santos, 54 anos, buscava dar novamente traços de lar à sua casa. A água bateu no teto do primeiro piso e quase atingiu o segundo. Com um lava-jato, ele limpava ferramentas e peças que usa para prestar pequenos serviços que complementam sua renda.

— Já lavei bem a geladeira e o fogão, agora estou esperando secar. Torcendo que funcione — projeta Marco Antônio.

Um dos primeiros móveis que deve entrar na casa é um sofá preto de couro. O tecido impermeável protegeu o item de maiores estragos. Encontrado por Marco Antônio em uma montanha de descartes na Avenida Sertório, o móvel agora terá nova utilidade. Quem não teve a mesma sorte foi o Chevrolet Chevette 1978 do técnico mecânico. Pouco a pouco, ele está tentando lavar o carro, mas ainda não havia testado a partida. Os vizinhos têm perguntado e procurado com frequências pelos serviços mecânicos do homem.

— Se der tudo certo, já vou retomar os serviços logo — comemora.

Na mesma rua, a garçonete Loreni Miranda da Rosa, 52 anos, usava o rodo para expulsar a lama da entrada de casa. O sofá tinha acabado de ser higienizado por uma empresa contratada por ela. A expectativa é reutilizar o móvel. Ela vive na residência de dois pavimentos com o filho, de 16 anos. Os quartos, na parte superior, foram poupados pela água. 

— Agora pretendo buscar os auxílios do poder público para reconquistar o que perdi — diz Loreni.

 

A angústia no comércio próximo da Arena 

De frente para a Arena, Osvaldino Lopes de Oliveira, 64 anos, colocava os refrigeradores do Churrasco do Dino para secarem ao sol. O comércio, que ele abria em dias de jogos do Grêmio, divide espaço com sua casa. Aos fundos do primeiro piso, estão a cozinha e a sala. Pouco se salvou. 

No segundo andar, a esposa de Osvaldino, Silvana da Costa, 49 anos, também aproveitava o céu mais limpo para secar roupas que foram inundadas. Os quartos, que ficam no mesmo piso, não foram atingidos. O maior desejo do casal é a retomada da atividade local gerada pelo futebol. Sem previsão de o time voltar a jogar no bairro, os comerciantes desejam que, ao menos, haja público nos bares para assistir às partidas. 

— Espero que melhore antes da volta dos jogos aqui na Arena, porque sabemos que essa parte ainda vai demorar — pontua Osvaldino.

 

Limpeza das cidades

As prefeituras de Canoas, Eldorado do Sul e Porto Alegre buscam não traçar previsões exatas para terminar a limpeza das cidades.

Os municípios informaram que divulgam diariamente em seus canais oficiais os locais que devem ser atendidos.




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